UOL Carros Salão de São Paulo 2008
 
Salão de São Paulo 2008
08/11/2008 - 21h36

Coisas que só se vê no salão



Texto e fotos: Eugênio Augusto Brito

Mesmo enfrentando problemas para chegar e encarando a lotação, o público se divertiu no Salão do Automóvel. Durante 11 dias, superesportivos supercaros, lançamentos, atualizações de modelos que vemos nas ruas todos os dias, protótipos e uma infinidade de acessórios para o carro-nosso-de-todo-o-dia deram o tom da festa no Anhembi. Algumas destas novidades nos acompanharão no futuro. Outras, ficarão na memória de quem viu e nas pranchetas dos designers. E algumas, mesmo concretas, serão mais difíceis de se ver por aí. São coisas típicas de salão.

Como, por exemplo, o sucesso feito pelo New Beetle (o "novo Fusca", já não tão novo assim) cor-de-rosa e cheio de arabescos e florais da foto acima, no estande da Positron -- empresa de alarmes e dispositivos eletrônicos para carro. O objetivo era chamar a atenção para uma nova linha de aparelhos voltada ao público feminino e, por isso, baseado no conceito "pink power" (algo como o poder do cor-de-rosa). Mesmo com o apelo para mulheres, teve muito marmanjo que gastou minutos tirando foto do carrinho.



Outra atração incomum foi o motorhome (uma espécie de trailer, aquela casa sobre rodas) exposto no espaço da Fiat, montado dentro de uma Ducato Maxicargo (acima, a foto do interior) por uma empresa paranaense, a Trailemar. Com preço que varia entre R$ 160 mil e R$ 180 mil (este último pela versão com ar/direção hidráulica/vidro, mais ABS, airbags e rodas de liga-leve e monitor acima do painel para DVD e GPS), a casa que anda tem espaço para um casal e vem decorada com fogão cooktop (uma boca), pia, um pequeno banheiro (com chuveiro, pia e privada), armário, TV de LCD e sofá para três pessoas (ou seja, dá para receber visitas) e equipada com uma caixa-d'água de até 300 litros. 



E quem também gostou do salão foram as crianças e os adolescentes. Afinal, em qual concessionária eles seriam tão bem recebidos e poderiam tocar e entrar nos carros? Coisas do Salão do Automóvel de SP.


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No Salão tem Opala, DKW e livros



Texto e foto: Eugênio Augusto Brito

Tudo bem, quem veio ou ainda virá ao Salão de SP não encontrou modelo de DKW algum e nem um exemplar de Opala expostos à visitação. A maior parte das pessoas está aqui para ver o que há de mais novo e moderno quando o assunto é carro (ou está relacionado ao universo automotivo). Mas quem é apaixonado por modelos antigos, fica realizado em trocar informações sobre raridades e não perde a chance de colecionar itens sobre o assunto viu mais graça em um estande pequeno, no lado menos nobre do salão, ao lado de dezenas de pequenos expositores de publicações sobre carros. No espaço da editora Alaúde, estão "Opala - O carro que conquistou o Brasil" e "DKW - A grande história da pequena maravilha", entre outros livros que tratam da história de automóveis (o tema tem uma linha especial na editora) que até os dias de hoje fascinam a muitos.

Segundo César Godoy, responsável pelo estande, o livro sobre o Opala vendeu cerca de 30 exemplares por dia durante o salão, o que está sendo considerado um sucesso. "Trouxemos todos os exemplares remanescentes na editora e, provavelmente, vamos esgotar o estoque aqui no Anhembi. Talvez, tenhamos um segunda reimpressão no final do ano", afirmou Godoy. Os atrativos? Fotos inéditas, histórias dos bastidores da fabricação do modelo -- mesmo quando ainda era um carro-conceito -- e até o registro de uma versão que não foi: o Opala hatch acabou desaprovado, mas deu origem ao Chevette hatch.

Quanto ao DKW, basta dizer que o livro em edição de capa dura está perto de se tornar também uma raridade. "Estamos no fim desta tiragem e a próxima será com capa flexível", revelou Godoy. Ficou interessado? Venha ao salão no domingo para ver Opalas e DKWs raros (tem ainda Mavericks e Karmanns Ghias) ou acesse o site da editora (www.alaude.com.br).


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Sábado, penúltimo dia

 
Sábado no Anhembi: atrás de toda esta gente, tem uma Ferrari


Texto e fotos: Eugênio Augusto Brito

Como o título deste post diz, o Salão do Automóvel de São Paulo está próximo do seu final (termina neste domingo com horário menor e diferenciado, das 11h às 19h, com entrada até as 17h) e hoje é um sábado. A mistura é bombástica: quem deixou para ver as novidades automotivas no último momento tem de ter estoque extra de paciência. E já para chegar ao Anhembi.

No meio da tarde, por volta das 17h, os estacionamentos do Anhembi já estavam lotados -- fato que ocorreu ao longo de praticamente toda esta última semana do salão e que foi relatado neste blog. Tanto que, desta vez, a estratégia de entrada utilizada por UOL Carros foi diferente: chegar a pé pela avenida Olavo Fontoura e driblar a fila imóvel de carros. Teria sido perfeito, não fosse a falta de educação de alguns motoristas, que não respeitam faixa e sinal verde para pedestres. De frente para o portão principal de entrada, o motorista de um Ford Focus cometeu as duas infrações citadas e ainda, por acreditar que os passantes o estavam atrasando, se achou no direito de xingar.

Dentro do pavilhão de exposições, é impossível observar qualquer modelo com calma. Enquanto se observa as linhas externas de algum modelo, alguém chega e abre a porta. Se a tentativa é de entrar e sentir o conforto do interior do veículo, a frustração pode vir do camarada que decidiu ser mais esperto e furar a fila. E como tem fila. Na foto acima, dezenas de pessoas tentam olhar e fotografar o estande da Ferrari-Maserati. E assim estavam praticamente todos os espaços das montadoras.

E se o post que deveria ser para registrar as impressões do último sábado de salão acabou sendo um registro de reclamações, aqui vai mais uma: tem-se a impressão de que a sujeira venceu a organização, como é possível ver na foto abaixo.



Resultado: se você ainda não veio ao Salão do Automóvel, tem muita vontade e decidiu que vai encarar a aventura no domingo, venha preparado. Mas se você ainda não viu e não tem muita certeza...


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07/11/2008 - 20h15

Maravilhas da marquetagem

Texto e foto de Cláudio de Souza

Coisas do marketing. A Fiat não perdeu tempo e adesivou os Linea expostos aqui no Anhembi para avisar que o modelo foi eleito o melhor carro nacional de 2008 no prêmio Top Car TV, concedido há duas semanas por jornalistas de programas automotivos de televisão (ou seja, UOL Carros não vota). O sedã médio ganhou na categoria de motores entre 1.001 cm³ e 1.600 cm³ e também na categoria acima de 1.600 cm³. Ou seja, para os jurados, o Linea -- que possui motores 1.4 turbo e 1.9 -- é o melhor carro feito no Brasil independentemente do segmento, já que uns 90% dos modelos produzidos aqui têm motor maior que 1 litro. Corolla, Fit, Gol e Focus, para citar quatro modelos renovados este ano, mandam beijos!



Já no estande da Dodge, a atração é o Trazo, versão três-volumes do Nissan Tiida. O produto que vai chegar ao Brasil em 2009 é feito no México e vendido em alguns mercados sob o nome Versa, e com a marca japonesa. Mas aqui vai chegar assinado "by Dodge". Nos dois exemplares do Trazo (pronuncia-se "traço") expostos no Anhembi, o carneiro montanhês da marca norte-americana não está visível em lugar algum. E o espaço que normalmente seria ocupado pelo logotipo da Nissan, ao centro da grade frontal (veja na foto acima), foi tapado por um distintivo com o nome do carro -- algo bastante incomum e, possivelmente, provisório. Enfim, o Trazo já desponta como uma salada de marquetagem bizarra, temperada com o vinagre da crise que assola a Chrysler, a ser servida no Brasil no ano que vem.


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Anotações de uma 6ª feira

Texto e foto de Cláudio de Souza

PARALELO 1 - Cambistas atuam livremente nas cercanias do Pavilhão de Exposições do Anhembi. Alguns abordam os motoristas e passageiros dos carros parados no trânsito infernal da avenida Olavo Fontoura. Oferecem "convites" por R$ 30, o mesmo preço da bilheteria. Também topam comprar bilhetes excedentes. Outros ficam bem em frente à entrada principal do Anhembi e abordam os visitantes que chegam de táxi. De modo geral, são gentis e não ficam insistindo após ouvir um "não". E qual é o argumento marqueteiro dos cambistas, já que o preço é o oficial? "Com a gente você não pega fila".

PARALELO 2 - Só que é um argumento falso (em outras palavras: é mentira). Nesta sexta-feira, não havia filas significativas nos guichês das bilheterias (são 20, um deles para troca de convites) por volta das 16h, e fila zero às 18h10. A única chateação é que só se aceita dinheiro vivo. Há caixas eletrônicos por perto.

PÉS QUASE NUS - Andando pelos corredores do salão, de repente você cruza com uma mulher muito atraente, com pinta de modelo, dessas que ficam nos estandes das montadoras enfeitando os carros. Mas alguma coisa está errada com ela... O que seria? Repare bem: é a altura! Nos intervalos do trabalho ou na hora de ir embora, as modelos arrancam os sapatos de salto alto e circulam calçando chinelos ou sandálias abertas, tudo o mais baixo e confortável possível.

BALADA - No Anhembi, é mais fácil comprar um chope do que conseguir água. Pontos de venda da bebida alcoólica estão espalhados pelos corredores do evento. Cada copo de plástico, com 300 ml, custa R$ 5. Quem é fumante e não dispensa um cigarro para acompanhar o chope, que fique à vontade: é permitido fumar dentro do Anhembi.

BEM NA FOTO - Manda a boa educação que não se atravesse na frente de um fotógrafo quando ele está tirando uma foto. Só que, no Anhembi, TODO MUNDO está tirando fotos o tempo todo, de todos os carros, em todos os estandes. Portanto, quando você for tirar as suas, e alguém passar na frente, tenha paciência: você mesmo deve ter atrapalhado dezenas de fotos dos outros. E nem se deu conta disso.



PROGRAMA DE ÍNDIA - O estande da H Buster, empresa de sonorização automotiva, fica logo na entrada do Anhembi. Se você der sorte, vai dar de cara com um show de música e dança "típicos" do Amazonas -- aquela coisa de boi, de "bate forte o tambor" etc. O grupo é formado por um homem e duas (às vezes três) moças vestidas (ou despidas) de índias. A música é horrorosa, claro -- mas a platéia masculina que se aglomera em torno do palco (o show se repete algumas vezes ao longo do dia) não está preocupada com isso. Alguns, como o camarada da foto acima, se arriscam até a dançar ao som da tal "bate forte o tambor" (etc.) para se aproximar das garotas e ganhar beijinhos depois de pagar o mico. Ah, no mesmo local há também shows de "póli" dance, na pronúncia do locutor que anima o estande.


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05/11/2008 - 20h57

Os impopulares

Texto e fotos: Eugênio Augusto Brito

O objetivo estava traçado: observar, durante uma hora, quais os carros menos procurados dentre os modelos expostos nos estandes das quatro grandes montadoras brasileiras -- Fiat, Volkswagen, GM e Ford.

Claro, não se trata de um acompanhamento científico, mas apenas um registro que qualquer um que tenha visitado o Salão do Automóvel de São Paulo poderia fazer. De toda forma, uma metodologia foi seguida: uma volta rápida em cada estande para marcar os modelos disponíveis e a quais o público tinha acesso direto (podendo tocar e entrar) ou restrito (apenas olhar e tirar fotos) e, após isso, dez minutos de observação -- uma eternidade em termos de salão lotado -- em cada espaço para contar quantas pessoas se aproximavam de cada modelo com a intenção de olhar, entrar, obter informações ou tirar fotos. Por fim, uma foto do veículo impopular seria tirada.

E os "campeões", pelo menos entre o período das 19h30 às 20h30, foram:

GM Tracker: desatualizado após volta da Suzuki com o novo Grand Vitara, o 4x4 com a gravatinha da Chevrolet não recebeu nenhum visitante. Detalhe: nem sequer estava ladeado por um atendente da montadora que pudesse dar mais informações sobre o modelo -- um rapaz apenas acompanhava o movimento de longe durante os dez minutos. No momento da foto, porém, uma modelo se postou ao lado do veículo e só saiu após um pedido de licença.



VW Gol G4 1.0: com a chegada do novo Gol, perdeu a razão de existir enquanto emoção (agora só vende pela razão, por ser mais barato). Apesar de estar equipado com o pacote Trend (com diferenciais como aerofólio, farol de halogênio com máscara negra, conta-giros e pintura de maçanetas e retrovisores externos), foi visto apenas por uma senhora durante o prazo de dez minutos (outro modelo da mesma geração, mas ainda sem a concorrência da nova família Gol, como a Parati Surf, atraiu cinco adolescentes e um casal no mesmo intervalo). No restante, o Gol 4 teve a companhia apenas do atendente da Volks, que acabou saindo na foto.


Fiat Idea Oro: a série especial do monovolume acrescenta bancos de couro e revestimento do painel em duas cores (inspirado no recém-chegado Linea) e rodas de liga-leve aro 16 à versão ELX 1.4, mas parece não trazer o brilho esperado pela montadora, já que foi visitada por apenas duas pessoas, em momentos diferentes. Na imagem, um encarregado da Fiat acompanha de longe um dos interessados no modelo.




Ford Fiesta Class: equipado com aerofólio, trio ar-condicionado/direção hidráulica/vidros elétricos, rodas de liga-leve aro 14 e sensor de estacionamento, entre outros mimos, o modelo 'completão' parece ter feito menos sucesso até que o modelo 'básico' no estande da montadora do oval azul. Recebeu a visita de apenas um casal no período de observação, enquanto o público preferia as novidades das linhas Ranger, Ka e os novos Focus e Edge (sem falar no 'campeão de audiência' Shelby). Só para constar, a versão mais simples do Fiesta recebeu cinco visitas.


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04/11/2008 - 18h40

Não há vagas

Texto e fotos de Cláudio de Souza

Por volta de 16h30 desta terça-feira, UOL Carros estava chegando ao Anhembi para visitar mais uma vez o Salão do Automóvel de São Paulo, mas deu com o nariz (ou o capô) no portão: o estacionamento da avenida Olavo Fontoura, no portão 36, estava fechado. Decidimos seguir em meio ao trânsito carregado da avenida no sentido da praça Campo de Bagatelle. A idéia era contornar todo o complexo do Anhembi, que inclui o Sambódromo (aliás, chamar o local de complexo dá a impressão de que é algo sofisticado e/ou bonito; não é), e chegar ao outro estacionamento -- o do portão 35 -- pela marginal do Tietê.

Mas o trânsito estava totalmente parado na pista local que leva ao estacionamento. Saímos dali (nem conto como) e demos outra volta no Anhembi, agora pela avenida Braz Leme, que era a melhor maneira de retornar ao mesmo ponto; antes disso, já de novo na Campo de Bagatelle, descobrimos o que havia: um placar eletrônico da CET avisava do estacionamento lotado na Olavo Fontoura. Quando chegamos à marginal, um outro placar repetia o aviso, agora em relação ao segundo estacionamento. Resumindo: numa terça-feira, antes das 17h, devido à falta de vagas, foi impossível estacionar o carro no Anhembi para visitar o salão. Sem contar o trânsito infernal no entorno. E não, NÃO HÁ outras opções de estacionamento ali por perto.


Placar avisa que estacionamento da Olavo Fontoura (à dir.) está lotado


Ao nos aproximarmos pela marginal, outra decepção com novo aviso de 'lotado'

Demos meia volta. Para nós, tudo bem, que estávamos a trabalho, e esse post faz parte dele -- mas e se tivéssemos, por exemplo, vindo de carro do interior de São Paulo para apenas visitar o salão, num dia de folga? Ou então dirigido horas e horas desde outros Estados? Como é possível que os estacionamentos (segundo o site do Anhembi, são 7.500 vagas) lotem num dia como hoje?

A resposta é simples: São Paulo talvez não comporte mais um evento tão grande como o Salão do Automóvel. Ainda mais se é para chegar até ele... de automóvel!

PS - A assessoria do Salão do Automóvel avisa, por e-mail, que a responsabilidade pelos estacionamentos do Anhembi é da SPTuris, empresa (controlada pela prefeitura) que cuida do turismo na cidade de São Paulo. A questão, na verdade, nem é essa. É: cabe, ou não cabe? E mais: há na cidade outro lugar para abrigar o salão?


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03/11/2008 - 21h02

Pode colocar as mãos



Texto e fotos: Eugênio Augusto Brito

Você já viu alguém ficar feliz em sujar um carro com tinta e serragem de madeira e ainda ganhar um prêmio por isso? Pois é o que ocorre repetidas vezes no Salão de São Paulo, no estande da empresa de eletrodomésticos Electrolux, que, para divulgar sua linha de aparelhos para uso em automóveis, permite ao público dar tiros com uma arma de paintball (pistola de ar comprimido que dispara cápsulas cheias de tinta) numa Palio Weekend novinha, ou então encher um banco de carro com lascas de madeira e, em poucos segundos, limpar tudo usando jato d'água sob pressão ou aspirador de pó. Após a "prova", o visitante retira um cupom e pode ganhar prêmios, que vão desde um desodorizador de interiores e miniaturas de Mercedes-Benz Classe A até uma lavadora.

Este tipo de atração paralela ao lançamento ou reestilização de carros faz a festa dos visitantes do salão, por permitir uma maior interação do público -- ou seja, o divertido é poder colocar as mãos no objeto exposto, o que é proibido no caso de máquinas mais valiosas. Muitos outros estandes dentro do Pavilhão do Anhembi permitem uma certa interatividade, e UOL Carros cita alguns a seguir.

No espaço do Instituto Ayrton Senna, por exemplo, além de acompanhar vídeos sobre a carreira, ver capacetes utilizados e réplicas de carros do piloto brasileiro, o público pode brincar com um game que simula o pit stop (uma parada nos boxes) de um Fórmula 1, onde o que vale é fazer todo o procedimento no menor tempo. Quem quiser o real no lugar do virtual, pode tentar o estande da fabricante de rodas e acessórios Scorro, onde a troca de pneus é feita de verdade.

Os games, aliás, são muito explorados no Salão de SP, em diversas modalidades. Quem quiser sentir uma simulação da emoção de dirigir superesportivos em alta velocidade deve procurar os estandes da Petrobras (onde também é possível baixar o jogo direto para o celular), da Nissan (onde o GT-R pode ser "pilotado" em alta resolução por até quatro pessoas) e na Volkswagen. Na Citroën, o único jogo eletrônico sobre quatro rodas é o Mario Kart, mas quem se aventurar nas outras modalidades esportivas do Wii Fit (que usa um controle especial em forma de balança, onde o usuário deve pisar, pular e se inclinar para ter o movimento reproduzido na tela) pode levar um videogame para casa (há um por dia). Claro, as crianças são o maior público destas atrações, mas também é possível ver muito marmanjo pegando fila para participar.



Ainda para as crianças, a Volks traz uma oficina literária para entreter os pequenos de 3 a 14 anos -- eles podem se divertir com uma brinquedoteca, contar e reproduzir histórias (com direito ao vestir fantasias), escrever o próprio livro e ainda participar de um concurso que dá edições impressas do livro criado e vales de compras em livrarias  --, tudo enquanto os pais observam os lançamentos da marca alemã. O local permite ainda escolher o nome do robozinho que aparece nas novas propagandas da montadora, atração livre para todas as idades.

Para os crescidos, há um salão de beleza com curso de maquiagem grátis -- no estande da Citroën -- e shows periódicos espalhados pelos espaços das principais montadoras. Pode até não ter a mesma emoção de encostar nos volantes de Porsche, Ferrari ou Lamborghini, mas com certeza proporciona momentos de diversão.


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Matou o trabalho e foi ao salão...

 

Texto e foto: Eugênio Augusto Brito

Segunda-feira é dia de trabalhar, presume-se. Mas e quando a cidade está no meio de um evento do porte do Salão do Automóvel? Para alguns, o jeito é caprichar na desculpa e dar uma escapadinha para ver algumas máquinas dos sonhos.

É o caso de E. e de um colega de trabalho -- às 14h20, ambos deveriam estar vestidos socialmente para mais uma tarde de serviço no escritório, se não estivessem dispostos a encarar o horário de abertura do salão de bermuda, boné e camiseta. O esforço compensou e às 16h30 os dois já estavam íntimos das novidades automotivas, como o novo Camaro. Mas e qual seria a desculpa para a chefia na terça-feira? "Nenhuma, eles também não estão por lá hoje, então fica tudo certo".

Já o balconista G. decidiu sacrificar o dia de folga para conferir seu segundo salão. Na contabilidade de perdas e ganhos, saiu feliz com as novidades de áudio e vídeo automotivos, mas chiou bastante com a impossibilidade de chegar mais perto dos carros preferidos, os Lamborghini e o Nissan GTR (assunto já tratado neste blog por UOL Carros) e com aquilo que chamou de "falta de qualidade e quantidade de mulheres".

E para uma turma que veio da periferia da capital, a segunda-feira foi mesmo extensão do domingo. Os amigos resolveram enforcar o dia, desfalcando a firma de três funcionários de uma só vez. E nada de preocupação com a possível cobrança do patrão. "A gente diz qualquer coisa na empresa e fica tudo resolvido", argumentaram em coro.


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Ônibus grátis leva ao salão



Quer fazer como o casal Cristiane e Leonardo, da foto acima, que veio de Belo Horizonte (MG) para visitar o Salão do Automóvel de São Paulo, e que para chegar ao Anhembi usou transporte público? Então leia a reportagem do Interpress Motor.


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